domingo, 18 de junho de 2017

Lançamento de As Nuvens de Hamburgo de Pedro Cipriano

Hoje é um dia que certamente ficará na História pelas piores razões devido aos infelizes acontecimentos em Pedrogão Grande. Mas este é também um dia que ficará na memoria, mas pelas melhores razões, de todos quantos assistiram ao lançamento, na Biblioteca Municipal de Vagos, do livro "As Nuvens de Hamburgo" do Pedro Cipriano

O Autor e o estreante 


À hora certa lá estava eu para apresentação de "As Nuvens de Hamburgo" e não foi sem alguma surpresa que o Pedro, que conheci pessoalmente hoje, me convidou para me sentar à mesa dos "graúdos". Já tínhamos falado da minha "disponibilidade" (dito assim até pareço um tipo importante o que não é o caso) em apresentar o livro, mas não tinha ficado nada decidido. Aceitei, mas nunca tinha feito nada disto na vida e não escondo que estava algo nervoso por ter de falar em público. Felizmente correu tudo bem, ou pelo menos tão bem quando seria de esperar para um estreante: não gaguejei (muito) e tive um discurso relativamente coerente e igualmente importante consegui manter-me (quase sempre) centrado no livro, embora não tenha conseguido evitar alguns desvios, mas consegui sempre voltar (quando não fui "arrastado) ao livro. Foi agradável falar do livro, que como sabem foi uma leitura da qual gostei bastante, e poder elogiar o autor cara a cara. Foi como um conversa de onde saímos mais ricos com o que aprendemos. Fiquei saber um pouco mais sobre o que esteve por detrás do livro, as motivações e inspirações, enfim aqueles pequenos, mas importantes pormenores, que acabam por dar mais vida à história.

O leitor, o livro e o autor

Foi uma tarde bem passada em que tive o privilegio de conhecer não só um excelente autor, mas também outras pessoas igualmente simpáticas e talentosas e com quem espero novamente privar "ao vivo e a cores" num futuro próximo. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Opinião - As Nuvens de Hamburgo de Pedro Cipriano




Marta é uma estudante de História que vai para a cidade de Hamburgo na Alemanha, integrada no programa Erasmus, mas algo de estranho se passa pois ainda não desfez a mala quando observa da janela do seu quarto algo não deveria ver: bandeiras com a cruz suástica a adejar ao vento, mas tal é impossível! Não é? E com um piscar de olhos elas desaparecem... É assim que começa esta novela do Pedro Cipriano onde vamos acompanhar a Marta não só na sua aventura em que irá questionar a sua sanidade, mas também a sua atribulada vida pessoal. Desde a sua relação, extremamente atribulada, com os pais, que nunca viram com bons olhos a sua escolha de curso e muito menos a sua ida para outro país, passando pelos poucos amigos que consegue fazer, também eles estudantes de Erasmus, enquanto se adapta a uma nova cidade e a uma nova língua, tudo pormenores que ajudam a dar profundidade à personagem e a criar ligação com o leitor. Mas o foco da história são mesmo as suas alucinações (serão mesmo?) onde Marta é transportada para os dias da Segunda Grande Guerra. É fascinante vê-la a debater-se com esta situação peculiar, questionando a sua sanidade e como poderá separar as suas alucinações da realidade. Ao inicio as transições são tão confusas para a personagem principal como para o leitor, pelo menos para mim foram. Não se foi algo que saiu naturalmente ao autor ou se foi meticulosamente planeado, mas tenha sido uma ou outra a verdade é que isso resulta numa maior afinidade entre o leitor e a história, pois nós (os leitores) ficamos tão confusos como a personagem principal e com ela vamos descobrindo o que se está a passar e viver as angustias e prazeres desta nova fase na sua vida.

Foram duas as horas que demorei a devorar este livro, porque depois de começar não consegui parar de lê-lo. É uma história que puxar pelo leitor. 

O que faz deste um excelente livro? As personagens palpáveis e a capacidade em ter integrado tudo numa história real apesar da sua inegável faceta Fantástica. 

Uma nota final. Em Setembro de dois mil e treze dei a minha opinião sobre a Compilação de contos da Era Dourada e escrevei que "o Pedro deve rever e aperfeiçoar a construção das personagens e aos finais um segundo olhar para que sejam mais verosímeis, pois senti algumas reticencias ai" foi pois com prazer que eu vi que ele fez exactamente isso e esta história prova-o sem margem para dúvidas. Ninguém é perfeito, mas o Pedro mostra que com (muito) trabalho se consegue progredir na direcção correcta. Espero que ele continue a mostra os seu talento.


O lançamento vai ocorreu este Domingo dia dezoito na Biblioteca Municipal de Vagos pelas quinze horas. Para quem não conseguir comparecer irá também ocorrer o lançamento em Lisboa em data e local a anunciar. 


Para quem quiser ler a sinopse e mais importante fazer a reserva do livro é só seguir o link: Pré-venda "As Nuvens de Hamburgo"