Vamos começar pelo fim: não gostei deste livro. Bem sei que esta minha opinião vai em contra ciclo às opiniões que tenho lido. Suponho que seja a idade e tudo o que ela acarreta para um leitor que já muito leu e já não se impressiona, ou não se deixa impressionar com o comum e o vulgar. E por muito que um certo grande nome da literatura tenha não só gostado, mas levado esta obra para o pequeno ecrã isso no fim não faz com que ela seja melhor aos meus olhos (talvez a serie na tv me cative mais).
Mas foi assim tão mau perguntaram vocês? A resposta a essa questão é as expectativas podem ser tramadas e por norma são no mesmo. Quando nos "prometem" uma África pós-apocalíptica devastada por um holocausto nuclear esperamos encontrar uma África pós-apocalíptica devastada por um holocausto nuclear, mas isso não é mencionado em lado nenhum do livro à excepção da contra-capa, portanto perdoem-me se fiquei um "bocadinho aborrecido".
Não esperava que este livro redefinisse o género, mas quando temos nas mãos um livro que ganhou o World Fantasy Award espera-se algo especial. O que acontece aqui é mais um livro que se "agarra" à "velha" fórmula de escrever histórias de Fantasia e que segue passo a passo todos os clichés a que já estamos habituados. Uma profecia, um herói ou neste caso uma heroína, uma viagem, etc, etc... Personagens mal desenvolvidas, unidimensionais e isso nem chega a conseguir descrever algumas. Mesmo alguns aspectos que me tocaram e conseguiram chocar, em especial a parte da mutilação genital feminina perde todo e qualquer significado quando é revertida como se nada fosse. E muitas outras pequenas coisinhas.
Houve momentos em que tive de me obrigar a continuar com a leitura deste livro e não foram as expectativas, mas sim a qualidade intrínseca do livro.
Esperava mais, muito mais, mas a vida é mesmo assim.
Tento terminar numa nota positiva, se é que lhe podemos chamar assim. Quem sabe se algum dia, num futuro longínquo, volto a pegar e a ler este livro e mudo a minha opinião
Título - Quem teme a Morte
Autores - Nnedi Okorafor
Colecção - Bang! n.º 289
Editora - Saída de Emergência
Tradutor - Teresa Martins Carvalho
Mas foi assim tão mau perguntaram vocês? A resposta a essa questão é as expectativas podem ser tramadas e por norma são no mesmo. Quando nos "prometem" uma África pós-apocalíptica devastada por um holocausto nuclear esperamos encontrar uma África pós-apocalíptica devastada por um holocausto nuclear, mas isso não é mencionado em lado nenhum do livro à excepção da contra-capa, portanto perdoem-me se fiquei um "bocadinho aborrecido".
Não esperava que este livro redefinisse o género, mas quando temos nas mãos um livro que ganhou o World Fantasy Award espera-se algo especial. O que acontece aqui é mais um livro que se "agarra" à "velha" fórmula de escrever histórias de Fantasia e que segue passo a passo todos os clichés a que já estamos habituados. Uma profecia, um herói ou neste caso uma heroína, uma viagem, etc, etc... Personagens mal desenvolvidas, unidimensionais e isso nem chega a conseguir descrever algumas. Mesmo alguns aspectos que me tocaram e conseguiram chocar, em especial a parte da mutilação genital feminina perde todo e qualquer significado quando é revertida como se nada fosse. E muitas outras pequenas coisinhas.
Houve momentos em que tive de me obrigar a continuar com a leitura deste livro e não foram as expectativas, mas sim a qualidade intrínseca do livro.
Esperava mais, muito mais, mas a vida é mesmo assim.
Tento terminar numa nota positiva, se é que lhe podemos chamar assim. Quem sabe se algum dia, num futuro longínquo, volto a pegar e a ler este livro e mudo a minha opinião
Título - Quem teme a Morte
Autores - Nnedi Okorafor
Colecção - Bang! n.º 289
Editora - Saída de Emergência
Tradutor - Teresa Martins Carvalho







