quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Divulgação (BD) - Novidades G Floy para 2018



A  G Floy é uma editora cada vez mais activa no mercado editorial português e com cada vez mais lançamentos e neste novo ano o cenário não será diferente com pelo menos vinte e cinco livros na calha até ao fim do Verão.
Antes de vos deixar com a nota da editora gostava de chamar a vossa atenção para o lançamento de "Thor: Os Últimos Dias de Asgard" de Jason Aaron e Esad Ribic que apesar de ser  autocontida irá culminar numa serie a ser publicada por outra editora, a Goody. Não deixa de ser interessante, neste caso especifico, observar uma (quase) simbiose entre os lançamentos das editoras em que todos ficam a ganhar. Os leitores ganham mais livros para ler e melhor entendimento das historias em questão e as editoras ganham mais leitores, leitores que à partida não iriam ler esses livros. Fica da dica. 

E a agora a a nota editorial, é algo longa, mas eu acho que vale bem a pena a sua leitura: 

Olá a todos,
O ano que passou foi cheio de boa banda desenhada no nosso país, e não só de livros da GFloy! Mas achamos que contribuímos, e muito, para um dos melhores (senão mesmo o melhor) anos de BD de sempre em Portugal. E queremos continuar em 2018! Aqui têm então uma pequena antevisão do que o ano vai trazer de edições na GFloy até ao Verão, cerca de 25 livros se tudo correr bem.
As nossas séries de sempre continuarão claro está, mas pelo menos duas delas não estão incluídas na foto das novidades: SAGA 8 ainda não saiu nos EUA, nem Southern Bastards 4, pelo que decidimos empurrar esses dois títulos para Setembro, em princípio.
Chu deverá ter mais dois volumes até ao Verão, tal como Harrow County (o volume 3 que tinha sido originalmente previsto para Dezembro sai já em Janeiro), e Outcast e The Wicked + The Divine mais um volume. Iniciamos também novas séries: Descender, de Jeff Lemire e Dustin Nguyen, Os Malditos (The Goddamned), de Jason Aaron e RM Guéra, O Legado de Júpiter, por Mark Millar e Frank Quitely (de que lançaremos dois volumes até Julho).
Por falar em mark Millar e na Millarworld - muito na berra depois de ter sido adquirida pela Netflix - iremos lançar também outros livros do autor: Imperatriz, com arte de Stuart Immonen, já em Janeiro; e também MPH, com arte de Dencan Fegredo, e Starlight, com arte de Goran Parlov.
Em termos de romances gráficos e de histórias auto-contidas, os grandes relevos vão para: Afirma Pereira, com arte do francês Pierre-Henry Gomont, que adapta o romance de Antonio Tabucchi do mesmo nome, e que foi um dos maiores sucessos do ano de 2016 em França; e o magnífico The Fadeout, de Ed Brubaker e Sean Phillips, multi-vencedor nos Eisners, numa edição completa com cerca de 400 páginas! E ainda Indeh: Uma História das Guerras Apache, com argumento do actor Ethan Hawke e arte do veterano Greg Ruth.
Temos também já em Janeiro Potter's Field: O Cemitério dos Esquecidos, história a meio caminho entre o policial noir e a história de super-heróis (de Mark Waid e Paul Azaceta), e mais para final da Primavera, The Empty Man, uma história de terror com argumento de Cullen Bunn e arte de Vanessa Del Rey, que irá em breve tornar-se num filme.
Na Marvel, continuaremos as sagas que já iniciámos, com mais volumes de Uncanny X-Force e de Imortal Punho de Ferro (um de cada antes do verão, um de cada depois). Mas teremos também Jessica Jones O Pulso, numa edição integral (de mais de 300 páginas) que junta toda esta saga da personagem num volume, em preparação do lançamento da nova série AKA Jessica Jones, mais para o fim do ano.
Já em Janeiro teremos também Thor: Os Últimos Dias de Asgard, uma saga autocontida escrita por jason Aaron e com arte de Esad Ribic (mas que abre caminho para uma série que a Goody editará mais tarde durante o ano).
Mas a novidade grande é o lançamento de novas séries da Marvel: Cullen Bunn continua a constituir o seu catálogo, desta vez com a fenomenal série de livros de Deadpool que escreveu, de que o primeiro, Deadpool Mata o Universo Marvel (com arte de Dalibor Talajic) sai antes do Verão; e Ms. Marvel, uma das mais aclamadas e premiadas séries da Marvel de sempre chegará também na mesma altura à GFloy. E Wolverine regressará ao nosso catálogo mais para o fim do ano, mas sobre isso, notícias mais para a frente!
Espero que as notícias vos entusiasmem! Ficam de fora os lançamentos de BD de autores portugueses que iremos fazer em conjunto com a ComicHeart, que serão anunciados em breve em post/email separado.
Como sempre, se desejam deixar de receber estes emails, é só enviar email a pedir.
Bom ano bedéfilo a todos!!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O Ano começa num Terrarium

Em termos literários dois mil e dezassete foi um ano igual a dois mil e dezasseis, ou seja, muita mas mesmo muita (e boa) Banda Desenhada. Mais de cento e vinte BD's lidas, o que dá mais de dez BD's por mês, o que também serve para mostrar o excelente momento que a Banda Desenhada vive em Portugal. Por alguma razão li muito poucos livros, mas pelo menos foram (quase) exclusivamente de autores portugueses e desses autores portugueses destacam-se Joel G. Gomes (e heterónimos), Pedro Cipriano, Bruno Martins Soares, Carlos Silva e Nuno Ferreira.

Como é apanágio desta altura do ano todos gostamos de fazer promessas. No meu caso será a de que irei ler (muitos) mais livros e claro publicar mais texto no blog. 

No que à leitura de livros e BD's diz respeito não me faltam boas razões e como podem ver pelas fotos abaixo as pilhas já estão bem compostas.






E pronto é esta a minha lista de desejos e livros para mim e para o blog. Agora resta começar a ler e não me deixar distrair o que não será tarefa fácil. 

domingo, 15 de outubro de 2017

Opinião - Mulheres Perigosas (Antologia)




Mulheres Perigosas é mais uma antologia de contos organizados por George R. R. Martin, que também contribui com um conto, e Gardner Dozois na esteira de outras antologias já editadas pela editora Saída de Emergência. A premissa, tal como vem descrito na contra-capa é a de que neste livro vamos encontrar "mulheres guerreiras que brandem espadas, intrépidas pilotos de caças, formidáveis super-heroínas, femmes fatales astutas e sedutoras, feiticeiras, más raparigas duronas, bandidas e rebeldes, sobreviventes endurecidas em futuros pós-apocalípticos, rainhas altivas que governam nações e cujas invejas e ambições enviam milhares para mortes macabras, mulheres que não hesitam em assumir a liderança para defenderem aquilo em que acreditam" por oposição ao estereótipo das "mulheres infelizes ficam a choramingar de pavor enquanto o herói masculino combate o monstro ou choca espadas com o vilão". O problema é que esta promessa não é cumprida na totalidade e alguns contos chegam mesmo a mostrar "mulheres infelizes e a choramingar".

A antologia começa muito bem com o conto de Joe Abercrombie "Completamente Perdida" com uma mulher verdadeiramente perigosa como o titulo promete. A primeira senhora desta antologia é Mega Abbott com "Ou o Meu Coração Destroçado" num interessante policial de uma mãe a quem a filha desaparece, onde vemos um mulher perigosa é verdade, mas de uma maneira muito diferente do primeiro conto. Melinda M. Snodgrass é a senhora que se segue com "As Mãos Que Não Estão Lá" e também o primeiro conto de Ficção Científica. Carrie Vaughn faz com que regressemos novamente à Terra com "Raisa Stepanova" em que nos mostra as mulheres soviéticas que durante a Segunda Grande Guerra pilotaram aviões (caças) ao lado dos homens num história que nos mostra acima de tudo que a História está pejada de grandes mulheres.

Eis que chegamos ao conto que "estraga" tudo: "Eu Sei Escolhê-las a Dedo" de Lawrence Block (que ironicamente também parece ter sido escolhido a dedo). O autor até pode ser um grande escritor e o conto está bem escrito, mas este conto está completamente "fora de água" e o que faz nesta antologia é um mistério.

Como para nos fazer esquecer o erro de "casting" anterior os antologistas dão-nos Brandon Sanderson com o conto "Sombras para Silêncio nas Florestas do Inferno". Confesso que não tinha este autor em grande consideração, mas este conto fez ver que posso estar (muito) enganado e este conto é um realmente muito bom, em todos os aspectos, seja na narrativa ou história.

Segue-se mais uma conto baseado na Historia, neste caso da Rainha Constança de Hauteville, com  "Uma Rainha no Exílio" de Sharon Kay Penman. 

Lev Grossman dá-nos "A Rapariga no Espelho" um conto com travo ao Universo de Harry Potter, mas que foi um gosto ler.

Sam Sykes tenta "Dar Nome à Fera" num conto que mostra que ser mão é mais do que parir.

Caroline Spector e "As Mentiras Que a Minha Mãe Me Contou" foram uma surpresa porque não estava à espera de encontrar nas paginas desta antologia um conto passado num outro Universo que o Martin também ajudou a criar: Wild Cards. Apesar de não estar publicado entre nós (espero que um dia isso venha a acontecer) já o conhecia este Universo por alto e tinha alguma curiosidade em saber mais sobre ele e este conto foi uma agradável maneira de começar.

E claro que ficou para o fim o ansiado e muito aguardado conto do George R. R. Martin intitulado "A Princesa e a Rainha ou Os Negros e os Verdes". Admito que apesar de gostar de conhecer sempre mais do Mundo que é Westeros este conto ficou um pouco aquém das minhas expectativas, não pelas informação revelado, mas pela maneira como o Martin escreveu o conto, que parece ter sido escrito por um meister, faltando-lhe algum "sal". Não está mau e tenho a certeza que satisfará os muitos leitores e fãs do Martin. Existe um outro ponto a rever em futuras reedições a existirem: o tradutor (e por inerência da revisora) traduziu o nome de um dos Sete deuses de Westeros mal, em vez de termos o Estranho temos o Forasteiro. Um erro de palmatoria por vários motivos e facilmente evitável.




Esta foi uma boa antologia com contos acima da media sem que exista um que eu possa afirmar que seja mau. Existem histórias para todos os gostos e em vários géneros . O único ponto negativo é alguns contos se afastarem do que o titulo promete, em especial  "Eu Sei Escolhê-las a Dedo" de Lawrence Block.

Resta esperar que segunda parte desta antologia chegue depressa.


Título - Mulheres Perigosas
Autores - Joe Abercrombie, Mega Abbott, Melinda M. Snodgrass, Carrie Vaughn, Lawrence Block, Brandon Sanderson, Sharon Kay Penman, Lev Grossman, Sam Sykes, Caroline Spector, George R. R. Martin
Colecção - Bang! n.º 272
Editora - Saída de Emergência
Tradutor - Rui Azeredo




quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Opinião - Selecção de Joel G. Gomes



Depois de ter lido a introdução a este universo que o Joel G. Gomes criou com "A Arca" eis que regresso para dar a minha opinião sobre a continuação e já não era sem tempo...

Neste segundo episódio começamos (quase) onde termina "A Arca". Vamos conhecer André Lopes, um inspector da Policia de Investigação Nacional (PIN), que é chamado ao que parece ser o local de um duplo homicídio: a casa de Valter Braz. Aqui o inspector André Lopes vai-se deparar com um cenário onde a "bota não bate com a perdigota". Vamos observar também a relação tensa com o técnico forense Santiago, um tipo que segue as regras todas ao contrario dele (pessoalmente acredito que Santiago ainda vai ter mais protagonismo, mas...). A tentativa de resolver o caso vai atira-lo para locais não cartografados e é melhor não dizer mais.

Gostei da historia e das tensões e pormenores com que o Joel "coloriu" a vida do André Lopes dando-lhe assim uma tridimensionalidade não só plausível, mas que também aproxima o leitor da personagem dando-lhe um vida tão comum como a nossa, cheia de problemas e de chatices, seja em casa ou no trabalho, mas também de bons momentos nas suas amizades e no facto de estar quase a ser pai. E ele atravessa uma fase difícil da sua vida, a sua esposa está no final da gravidez e anda com humor nada agradável. No trabalho as coisas também não andam bem, é um homem que tenta fugir da sombra do seu pai, o lendário Inspector Dinis Lopes que acabou em desgraça (embora não saibamos porquê) e tenta resolver um caso que parece impossível de resolver à luz de toda a lógica.

Esta é uma obra que deixa algumas "pontas soltas", como por exemplo quem é a D. Argentina (ou lá como se chama), mas estando a falar de um universo mais vasto, em que este é apenas o segundo tomo é apenas natural e deixa o leitor mais curioso sobre o que ai vem, pelo menos a mim deixou.

Este é mais um excelente episódio que vem reforçar a minha opinião de que o Joel é um grande autor e que a sua obra merece toda atenção.

Se ficaram curiosos podem e devem procurar este (e os outros episódios), por exemplo, nos seguintes links:



E claro sempre podem recorrer à pagina do autor para estar a par das novidades em Joel G. Gomes

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Opinião - The Dark Sea War Chronicles - Book 1 - Fighting the Silent de Bruno Martins Soares



O Bruno Martins Soares é actualmente (mais) conhecido pela sua Saga de Alex 9, mas o que é hoje um só livro publicado na colecção Bang! começou como uma trilogia na (extinta) colecção TEEN sob o pseudónimo de Martin S. Brau.  O Bruno regressa agora com um novo projecto em nome próprio, mas escrito em inglês: The Dark Sea War Chronicles - Book 1 - Fighting the Silent. O Mundo dá muitas voltas e nós com ele.

Neste livro de Ficção Científica (com um forte componente militaristas) vamos encontrar três civilizações: a Republica de Axx, o Reino de Torrance e a sua aliada Webbur. Axx declara guerra a Torrance, Webbor como sua aliada acaba por ser arrastada para o conflito. De um modo simplista é este o resumo deste livro. Pela voz e olhos de um soldado, o Tenente Byllard Iddo, um jovem de vinte e um anos (quando começa o livro) e que serve na ponte da toda poderosa Magnar, a nave  de comando da Segunda Frota de Webbor, vamos ficar a conhecer este Universo. É lá que ele, e nós os leitores vamos assistir em primeira mão ao poder mortífero das Silent Boats (Naves Silenciosas), naves (quase) invisíveis aos meios de detecção e que só se dá por elas quando já é tarde de mais. Depois deste mortífero ataque as coisas começa a mudar. Para ajudar Torrance naves da marinha mercante de Webbur participam em comboios que transportam bens e a Marinha coloca em cada uma um oficial júnior para ajudar. É assim que Iddo se vê a bordo da nave Harvy como primeiro oficial sob o comando da capitã Mirany “Mira” Cavo, filha do renomado almirante Vincenz Cavo.

Como será óbvio as coisas não correm propriamente bem. Apesar de cada comboio ser guardado por duas nave da Marinha, os comboios são frequentemente atacados pelas naves silenciosas e as perdas de vidas e naves são enormes. E o melhor é parar por aqui antes que conte o que não devo

Este foi um livro interessante em vários aspecto (no bom sentido). Ao contrario do que possam a primeira vista pensar neste livro existe mais do que guerra também existe paixão e amor, perda e tristeza. E é aqui que a escolha do Bruno, quando opta por nos contar a história na primeira pessoa, se revelava acertada. É pelos olhos do jovem Iddo que vamos sentir todas essa emoções e assim uma visão mais pessoal dos acontecimentos.

O Bruno é também um autor com uma habilidade para escrever as partes de acção e suspense, mantendo o leitor agarrado ao livro. E mesmo as partes em que é "obrigado" a escrever longas passagens para situar o leitor na história deste universo e nas suas particularidade ele navega essas águas como um velho lobo do espaço que já sabe onde estão todas as armadilhas, tornando interessante algo que nas mãos de outro autor menos talentoso seria aborrecido.

Este primeiro volume tem "apenas" cento e setenta e nove páginas, mas elas voa quando as estamos a ler e paradoxalmente parecem muito mais tal a densidade da leitura e tudo o que o Bruno conseguido lá colocar em tão poucas páginas. Talvez seja apenas o habito de ler livros com duas ou mesmo três vezes mais páginas quando o podiam fazer com muito menos e assim melhor a leitura, tal como o Bruno aqui fez.

Se tivesse de apontar um ponto negativo a este livro seria o facto de apenas estar disponível em inglês, o que vai privar todos os leitores portugueses que não lêem na língua de Shakespeare. Mas ao mesmo tempo o mundo vai poder conhecer um dos nossos grandes autores e que vai a caminho de voos mais altos e quem sabe se um dia  esta obra não vê a luz do dia no nosso bom e velho Português?

O Bruno criou aqui um cativante universo que ainda só agora começou a explorar e que já aqui tem um leitor ansioso pelo próximo volume.

Podem e devem procurar este livro na loja on-line Amazon neste link: The Dark Sea War Chronicles - Book 1 - Fighting the Silent de Bruno Martins Soares

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Valorizar o desvalorizado

Começo por confessar que não sabia bem o que escrever neste sexto aniversário d'O Senhor Luvas, mas ontem ao passar os olhos pelos blogs que sigo deparei-me com a opinião do Artur Coelho, no seu blog (Intergacticrobot), à última edição da revista Bang!. Mas, mais do que a sua opinião sobre o conteúdo da revista o que me chamou mais a atenção, e me tocou, foi o primeiro parágrafo do texto:

Por vezes, normalizamos de tal forma o que é pouco habitual por costume, que acabamos por já nem reparar na continuidade de projetos que por cá se caracterizam por serem fugazes. É o caso da revista Bang!, que continua a contrariar a tendência da inexistência de projetos de publicação regular na área do fantástico. E ainda por cima, gratuita. De quatro em quatro meses sabemos que podemos contar com a equipa editorial liderada pela Safaa Dib para nos colocar nas estantes das lojas FNAC mais uma edição recheada de artigos, contos, novidades literárias e banda desenhada. Uma anomalia, no panorama cultural português, onde só o mainstream tem visibilidade e valorização crítica.

Tudo o que o Artur escreveu é verdade. Temos uma tendência tão grande para desprezar e/ou a criticar negativamente, que nos esquecemos de tudo o que de positivo, projectos como a revista Bang!, trouxeram ao panorama nacional da Ficção Cientifica, Fantasia e Terror. Nós os leitores temos de ter em mente que podemos e devemos ser mais que meros elementos passivos, aos quais a única acção possível é a de ler os livros e as revistas. Podemos e devemos ser uma parte activa e integrante e não são precisos grandes gestos para tal. Muitas vezes são os pequenos gestos que mais ajudam, como um simples agradecimento às pessoas que fazem estes projectos nascerem e continuarem, mostrando que  todo o trabalho que eles tiveram é reconhecido e apreciado. Fazendo criticas construtivas e aceitando que existem limites para o que é possível e que se não podem fazer o que nós, os leitores queremos, é porque existe um motivo forte para isso. Podemos e devemos manifestar do que gostamos e gostávamos de ler. Nós os leitores temos mais poder do que imaginamos, apenas temos de o exercer. 

Espero que todos (eu incluído claro) possamos tornar o nosso mundo literário ainda melhor.

Agradeço ao Artur Coelho pelo texto e inspiração e ao Ricardo Lourenço por ter ajudado com o seu post no facebook sobre esta temática e claro o meu agradecimento a todos quantos participaram em todos projectos que eu tive o prazer de ler e que no futuro irei ler.

Por fim e como não podia deixar de ser os meus parabéns ao grande João Barreiros não só por mais um aniversário, mas por me ter proporcionado grandes momentos, quer pelos livros que escreveu quer pelos livros que traduziu, pelas colecções que orientou e pelas grandes histórias que nos revela sobre o "submundo" da edição.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Opinião - Quem tudo vê de Ricardo Neves

Capa Renovada

Júlio é um tipo que, como se diz na gíria popular, não joga com o baralho todo. Um dia ao ver o telejornal apaixona-se, embora dizer que desenvolve uma obsessão estará mais correcto, por uma jornalista chamada Alice. A partir desse momento não perde pitada da sua carreia em ascensão. Grava todos os programas em que ela aparece (principalmente os blocos noticiários) e guarda tudo quanto sai na imprensa escrita. Ao mesmo tempo perde a namorada e a sua "paixão" por Alice fica mais forte. Os anos passam e a sua musa torna-se pivot do telejornal. Eis que Júlio começa a receber na sua caixa de correio electrónico vídeos perturbadores de pessoas a comer outras pessoas em praticas (quase) rituais. Ora o que é que isto tem a haver com a sua obsessão com Alice? Bem vão ter de ler até ao fim para saber.

Primeira Capa

É um conto de terror (e gore), em que o que o autor soube manter o suspense mesmo até ao fim. Achei o final interessante. Apesar de o terror não ser propriamente a minha praia, gostei do li.

Este conto pode ser encontrado no Smashwords no link: Quem tudo vê de Ricardo Neves