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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Opinião – Vila de Cobres de Olinda P. Gil



Depois de já ter lido outros contos da Olinda P. Gil, dos quais não resisto a destacar “Na Estrada de Mértola”, foi com alguma expectativa que parti para a leitura deste.
A história versa sobre um tal de John Smith, inglês e engenheiro do vapor. A narrativa decorre num comboio que vai do Alentejo a Lisboa. Logo ao início percebemos que o “nosso” engenheiro do vapor foge de algo. Pelo meio das suas preocupações se terá feito bem em apanhar o comboio, qual a melhor rota de fuga para sair do Pais e se será apanhado, a autora, através de analepse, vai nos contando quem é afinal John Smith, como veio ele parar a Portugal e do que foge ele.
O resultado final é satisfatório, consequência de um conto bem escrito, mas ao qual fica a faltar aquele factor que transforma o mediano em algo maior e memorável. Ainda assim valeu bem o tempo que nele despendi

Este conto insere-se no subgénero de FC que é o retro futurismo do Steampunk (vapor punk em Português), embora esta seja uma questão (quase) secundaria visto que as únicas indicações que temos de tal são as referências às habilitações académicas do personagem principal.


Este conto pode ser encontrado no site Smashwords no link: Vila de Cobres de Olinda P. Gil