sábado, 22 de fevereiro de 2014

Opinião - Assim na Terra como no Céu de Luís Melo



O que temos aqui não é um conto pronto a ser publicado, não é sequer uma versão “beta” em que falta apenas polir algumas arestas. O que temos em “Assim na Terra como no Céu” é um rascunho, com algumas ideias já estruturadas, é certo, mas muito longe de um “produto” acabado.
As Ideias estão lá e o potencial também, mas a pressa é e será sempre inimiga da perfeição. Não é à toa que um dos conselhos mais dados aos jovens escritores é que “engavetem” os seus trabalhos durante algum tempo para que quando lhes voltem a pegar exista uma “distância” que lhes permitam reler os seus textos sem uma ligação emocional tão forte.
Algumas ideias que estão na base deste conto já as tinham visto, por exemplo no triptico de João Barreiros constituído por Fantascom (publicadas na revista Bang! n.º3), Bem-vindos à Terra do Nunca (publicado revista Bang! n.º4) e Quem quer escrever para sempre (publicado na revista Bang! n.º 5. Não vejo problema em reciclar ideias, mas neste caso a “coisa” foi feita às “três pancadas”. A explicação que é dada não me convenceu e é dada tão ao de leve que quase nem se dá por ela e quando se repara nela fica-se a desejar não se o ter feito. 
O conto varia entre descrições quase jornalísticas e diálogos entre as personagens, mas separados por “barreiras” o que torna tudo muito estranho. Temos pelo meio pequenos recortes de impressa (as tais barreiras) que ajudam a dar um tom mais credível à história, mas que quando muito apenas amenizam o fracasso geral.

Recapitulando temos um texto que apesar de revelar algumas boas ideias precisa de muito trabalho até que se possa considerar pronto para publicação.


Este conto pode ser encontrado no site Smashwords no link: Assim na Terra como no Céu de Luís Melo