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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Opinião - Drácula de Bram Stoker - 4.º parte & conclusões

E eis que chegamos ao fim desta leitura conjunta, e que final.
Logo ao inicio somos confrontados com a mutilação do Renfield e a sua consequente morte e a descoberta do Conde Drácula a sugar, literalmente, o pescoço de Mina. Ora isto é o inicio do fim. Pressionados pela condição de Mina que cada vez mais se torna um Vampiro, Van Helsing e companhia partem à caça do Conde, inutilizando-lhe as caixas de terra onde ele pode repousar. Vendo-se acossado e sem um lugar seguro Drácula foge para a sua terra natal, mas logo a caçada é iniciada.
Esta parte final é de um ritmo quase alucinante e as paginas foram praticamente "devoradas". O final é algo agridoce, pois se temos a morte do Conde Drácula, praticamente executado por Jonathan Harker quando estava tão perto do seu castelo e a salvação da alma (e corpo) de Mina tal vem com o custo da vida de Quincey Morris. Gostei da morte do Dráculo, pois ela dá-se depois de tantos e cuidadosos planos, ele que andava sempre um passo à frente de todos, afinal acaba apanhado com as metafóricas "calças na mão".

Gostei de reler novamente este livro, não é à toa que é um clássico. Alias com pequenas alterações era um livro que se podia facilmente passar nos nossos dias, o que ajuda a ligarmos-nos quer à historia quer as personagens.

Uma nota final. Esta minha segunda leitura foi feita quase integralmente em Inglês, o que teve o condão de me abrir os olhos para as muitas "liberdades" que o tradutor da minha edição em Português teve. A minha edição fez parte de uma colecção do Diário de Noticias, a Biblioteca DNA Os Livros do Cinema, uma edição com tradução de Carlos Grifo Babo, cedida pela Editorial Presença. A minha estranheza começou com a diferença de paginas, menos um terço de tamanho, quer em relação ao original quer mesmo à edição da Europa-América, mas não parou ai... 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Opinião - Drácula de Bram Stoker - 3.º parte

Terceira parte da leitura conjunta que abrange os capítulos dezoito ao vinte.

Nesta terceira parte da leitura de Drácula entramos claramente na "antecâmara" do fim. Os personagens começam a cercar o Conde Drácula, mas vamos por partes.

Se a segunda parte terminava com a bombástica revelação que Lucy era um vampiro, no inicio desta terceira parte assistimos à união de forças de Van Helsing, Seward, Arthur e Morris que vão salvar a alma dessa doce personagem que é Lucy. Observamos a reunião de Mina e Jonathan Harker com Van Helsing e companhia e à sua consequente união de esforços no sentido de acabar com o mal em forma de homem (mas não só) que é o Conde Drácula. 

Esta fase fica também marcada por lentamente nos ser mostrada uma Mina com alguns sintomas muito parecidos com o que Lucy revelava no inicio...

E assim chegamos mesmo à beira do fim com tudo ainda em aberto e com a certeza que ainda estão reservadas algumas surpresas. Que venhas essa quarta e ultima parte.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Opinião - Drácula de Bram Stoker - 2.º parte

Segunda parte da leitura conjunta, que vai do capitulo oito ao quatorze. 

Nesta segunda parte acompanhamos, durante a maior parte, a doença de Lucy e a sua consequente morte (digo eu...). Mas o que realmente marca esta parte é o aparecimento de uma personagem quase tão famosa quanto o Conde Drácula, o Dr. Abraham Van Helsing. É uma personagem forte e dinâmica que contrabalança o lado mais emocional do Dr. Jonh Seward, já para não dizer que acrescenta ainda mais mistério ao enredo, pois ele sabe algo, mas por alguma razão não quer partilhar e como só temos os pontos de vista de outras personagens...
Temos o reencontro, logo no inicio, de Mina com Jonathan Harker, em Budapeste onde se casam, enquanto este recupera, depois de ter fugido do castelo do Drácula, embora nada seja digo como o fez, para apenas no final os voltarmos a "ver" já em Londres. 
E no final temos a terrível revelação de Van Helsing que as crianças que andam a ser raptadas, são vitimas da querida e doce Lucy...

O que mais me fez pensar nesta segunda parte foi a escrita do Bram Stoker, pois ele consegue com  que mantenhamos o interessa numa historia em que o (suposto) personagem principal, e que até dá o nome ao livro faça apenas uma fugaz aparição, embora saibamos que ele está por detrás do que acontece o seu nome (quase) nunca é mencionada. Realmente só alguém com muita mestria na arte da escrita poderia escrever algo assim.

Bem com um fim que faz é querer avançar mais só posso dizer que este é um excelente livro e que mal posso esperar por continuar a leitura.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Opinião - Drácula de Bram Stoker - 1.º parte


Como já aqui tive oportunidade de mencionar no anterior texto, estou a participar numa leitura conjunta desse Clássico que é o Drácula de Bram Stoker, e à medida que for decorrendo irei também aqui comentar os meus progressos. Este meu primeiro texto refere-se (como é evidente) à primeira parte que vai do capítulo um ao sete.

O Drácula de Bram Stoker é um clássico e não é a toa que tem resistido à "erosão" dos anos.
Desde logo o modo como o autor decidiu contar a sua historia, não através da "habitual" narrativa, com um narrador impessoal, mas (principalmente) pelos diários dos personagens, o que faz com que nos liguemos à historia de um modo mais "directo", e claro o jogo que ele faz do tempo onde ora avançamos, ora regredimos, num excelente exercício de narrativa, mas não só claro.

O livro, ao contrario do que seria de esperar, não começa com uma frase ou um paragrafo arrebatador, alias nem durante um bom bocado do 1.º capitulo somos confrontados com algo que seja "fora do normal". Somos levados a pensar que se trata mais de um livro de viagens do que um clássico do Fantástico, mas claro que isso apenas serve para estabelecer um paralelo com o ambiente que está para vir. Somo levados pelo ponto de vista de Jonathan Harker à Transilvânia, onde lenta, mas inexoravelmente, passamos de uma aborrecida viagem de trabalho para uma realidade que o próprio personagem principal tem dificuldades em acredita.  Vamos descobrindo os planos deste Conde Drácula e vendo a mascara afável que nos é apresentada no inicio caindo para revelar a sua verdadeira natureza. E somos deixamos numa incerteza quanto ao destino de Jonathan Harker.
Deixando este personagem nos longínquos Cárpatos somos levados para Inglaterra, onde somos "apresentados" a novas personagens, à noiva de Jonathan Harker, Mina Murray, à sua amiga Lucy Westenra e ao Doutor Seward. Ora se o papel das duas primeira personagens não tem (aparentemente) mistérios já a do Doutor Seward deixa no ar a pergunta sobre qual será os seu papel e o das  suas investigações. 
Esta primeira fase termina com a chegada, (quase) milagrosa (?!), das caixas do Conde Drácula a solo inglês, e claro muita curiosidade em saber o que se irá passar a seguir.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mais Dentes que Olhos


Este inicio de ano está a ser rico em leituras, mas também começam a avolumar-se. Para além do habitual desafio de ano novo na forma do livro "A Oeste do Éden" do Harry Harrison, e dos muitos contos que vou lendo, ainda tenho para ler "O Hobbit" de J. R. R. Tolkien, para o Clube de Leitura Bertrand no dia 24 deste mês de Janeiro. Agora fui "vitima de chantagem" por parte do meu amigo Paulo Dores para uma leitura conjunta desse clássico que é o "Drácula" de Bram Stoker, mas vá lá é por uma boa causa, ajudar um cão, e assim volto a reler este livro que bem merece. Espero é ter tempo para tudo...