sábado, 12 de janeiro de 2013

Opinião - Drácula de Bram Stoker - 1.º parte


Como já aqui tive oportunidade de mencionar no anterior texto, estou a participar numa leitura conjunta desse Clássico que é o Drácula de Bram Stoker, e à medida que for decorrendo irei também aqui comentar os meus progressos. Este meu primeiro texto refere-se (como é evidente) à primeira parte que vai do capítulo um ao sete.

O Drácula de Bram Stoker é um clássico e não é a toa que tem resistido à "erosão" dos anos.
Desde logo o modo como o autor decidiu contar a sua historia, não através da "habitual" narrativa, com um narrador impessoal, mas (principalmente) pelos diários dos personagens, o que faz com que nos liguemos à historia de um modo mais "directo", e claro o jogo que ele faz do tempo onde ora avançamos, ora regredimos, num excelente exercício de narrativa, mas não só claro.

O livro, ao contrario do que seria de esperar, não começa com uma frase ou um paragrafo arrebatador, alias nem durante um bom bocado do 1.º capitulo somos confrontados com algo que seja "fora do normal". Somos levados a pensar que se trata mais de um livro de viagens do que um clássico do Fantástico, mas claro que isso apenas serve para estabelecer um paralelo com o ambiente que está para vir. Somo levados pelo ponto de vista de Jonathan Harker à Transilvânia, onde lenta, mas inexoravelmente, passamos de uma aborrecida viagem de trabalho para uma realidade que o próprio personagem principal tem dificuldades em acredita.  Vamos descobrindo os planos deste Conde Drácula e vendo a mascara afável que nos é apresentada no inicio caindo para revelar a sua verdadeira natureza. E somos deixamos numa incerteza quanto ao destino de Jonathan Harker.
Deixando este personagem nos longínquos Cárpatos somos levados para Inglaterra, onde somos "apresentados" a novas personagens, à noiva de Jonathan Harker, Mina Murray, à sua amiga Lucy Westenra e ao Doutor Seward. Ora se o papel das duas primeira personagens não tem (aparentemente) mistérios já a do Doutor Seward deixa no ar a pergunta sobre qual será os seu papel e o das  suas investigações. 
Esta primeira fase termina com a chegada, (quase) milagrosa (?!), das caixas do Conde Drácula a solo inglês, e claro muita curiosidade em saber o que se irá passar a seguir.