domingo, 9 de março de 2014

Opinião - A Fonte de João D. Martins



Depois de ter adorado ler Querido estás Morto (seguir o link para a minha opinião) foi com algumas expectativas que me lancei na leitura deste conto.
A historia começa com Teodésio, um homem que já passou à muito a primavera da sua vida (tem oitenta e sete anos), e para seu azar já não se consegue mexer bem, a idade não perdoa, portanto tem um empregada de limpeza, coisa que ele odeia porque não gosta que lhe mexam nas coisas. A sua esposa está a recuperar de uma cirurgia. Não têm em filhos ou irmãos, e o mais próximo que tem de família no caso dele é um primo em terceiro grau que morava nas Beiras, mas com quem já não fala à muito e é provável que já esteja morto e a esposa tem familiares no estrangeiro, mas não sabe onde. É um homem que já não tem grandes desejos na vida a não ser que o Destino o leve ao mesmo tempo que a esposa.
Um dia de Abril veste a samarra e sai para ir comprar pão, um dos poucos rituais que a vida, os reumáticos e as outras maleitas ainda lhe permitem fazer, mas nesse dia o Destino tinha outros planos.

Foi um conto bastante interessante e do qual gostei e que se resume a um chavão popular: cuidado com o que desejas. Teodésio deseja coisas que parecem simples, mas as consequências são imprevisíveis. Bem sei que esta minha opinião é simples, mas lendo o conto perceberão que é difícil dizer muito sem estragar a história, portanto vão lá ler este conto que tenho a certeza que não se irão arrepender, muito pelo contrario.


Este conto pode ser encontrado no Smashwords neste link: A Fonte de João D. Martins