quarta-feira, 29 de maio de 2013

Opinião - Revista Bang N.º 14



Acompanho a revista Bang desde o número zero, o mesmo será dizer do inicio e apesar de (muito) apreciar ler os contos que a revista tem publicado o que (mais) me tem levado a procura-la e a ler de fio a pavio cada número desta revista é a minha curiosidade em saber mais das historias por detrás das historias. Esta décima quarta edição não foi excepção em todos os sentidos, mas vamos por partes.  

Os editoriais tem sido uma parte importante de todas as edições e o texto da Safaa Dib mostra, mais uma vez, o porquê da importância destes textos e foi com um misto de agrado e preocupação que li um texto "carregado" de premonições e que mostra mais uma vez como a FC pode ser importante por mostrar o que ai vem (e o que pode correr mal), e apelando à esperança num futuro melhor.  

A apresentação das novidades da Saída de Emergência que estão a chegar (ou já chegaram) esteve mais uma vez a cargo do editor Luís Corte Real. Os textos que ele tem vindo a escrever são, na minha opinião, um bom "barómetro" do que se passa no mundo editorial e mais uma vez isso está reflectido nas suas palavras  de aviso sobre um futuro editorial não direi sombrio, mas menos luminoso do que seria expectável.

Passamos para mais um texto do David Soares sobre a história do Fantástico, recordando-nos episódios da Historia e a diferença entre a Fantasia e a Fatrasia.

Seguimos para um texto do Fernando Ribeiro que cruza a sua vida pessoal e da sua banda para nos levar a conhecer mais um pouco do mundo do rock "pesado".

Segue-se mais uma amostra do que é capaz a prodigiosa imaginação do autor Afonso Cruz na sua Enciclopédia da Estória Universal.

Depois vamos conhecer as varias facetas da Branca de Neve onde nos é mostrado que quem pensa que esta personagem começa e acaba no famoso filme da Disney está muito enganado, num texto assinada pela Inês Botelho.

Seguimos para o texto de António Monteiro que nos dá a conhecer a autora Susan Hill e a sua obra "The Woman in Black" e as adaptações que esta teve desde a sua publicação em  1983.

João Rosmaninho dá nos a conhecer o primeiro episódio de "As Cidades na Ficção Científica" do qual ficarei "aguçadamente" à espera dos próximos episódios.

Na habitual rubrica sobre BD João Lameiras evoca o falecido, mas pior que isso desconhecido Sérgio Toppi.

Pela mãos do João Monteiro chega-nos "A Invasão dos Ladrões de Corpos" sobre bandas de musica que e como estas desbravaram os novos terrenos da imaginação musical.

"A Fantasia e a Ficção Científica na Era da Interactividade" é um texto de João Campos que nos mostra que nem só de bons gráficos e jogabilidade vivem os Videojogos, e que as historias podem ser tão ou mais importantes.

Segue-se um texto da Safaa Dib onde vamos tentar descobrir o porquê do sucesso da saga Dragonlance.

E heis que chegamos ao muito aguardado regresso da Távola Redonda onde desta vez se sentam à volta da mesa Nuno Duarte, João Leitão e Filipe Homem Fonseca para discutir e partilhar esse obscuro mundo de quem é argumentista em Portugal num texto de Safaa Dib.

Chegamos então aquele que está a ganhar uma presença regular e merecida na Bang, a BD Arquivo Morto da dupla Gilmar Fraga e Paulo Stenzel que mais uma vez só merece elogios pela imaginação com que nos tem presentado.

Passamos à secção de critica literária preenchida em exclusivo por literatura que ainda não chegou a terras Lusas, e muito dificilmente chegará (infelizmente) e que é assinados pelo colosso João Barreiros e Safaa Dib

De seguida "A Bang recomenda" com uma novidade traduzida: "A Lenda do Vento" de Stephen King, um filme "The Inocents" que aparentemente nunca chegou a Portugal, e uma BD Fables de Bill Willinghan que teve por cá a publicação do primeiro volume pela editora Devir, mas tal nem merecer menção, algo que eu estranho e repudio.

E este décimo quarto número finaliza com a habitual Sugestão Fnac deste vez "Batalha" de David Soares num opinião de Filipe Martins e a noticia dos Prémios Adamastor do Fantástico promovidos pela equipa do blog Trëma.

Como devem ter reparado deixei de fora os contos publicados pois quero emitir uma opinião mais completa e que devem ser publicados por aqui nos próximos dias portanto estejam atentos.

Para finalizar resta dizer que foi mais uma excelente publicação que muito prazer me deu ler e que me saciou a curiosidade por breves momentos. Deixo apenas o reparo já conhecido de que esta revista apenas peca por (quase) nunca sair a horas, talvez a chamada plataforma online da Bang, que deve estrear em breve, ajude a colmatar o tempo que passa entre cada publicação.

Ficam os meus desejos que a revista Bang continue por muito tempo e sempre com a qualidade demonstrada até hoje.

PS: Notei que fui vitima da Printer Portuguesa, pois a impressão, gralhas incluídas como diz na ficha técnica, parece ser da sua responsabilidade e ao invés de dizer simplesmente O Senhor Luvas, alguém achou que seria melhor se o meu Blog se chamasse O Senhor das Luvas (como se eu tivesse uma loja das ditas), pessoalmente acho que está bem exactamente assim, mas longe de mim querer discutir gostos.